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Passos de Nijinski

Espetáculo que destaca a trajetória e o trabalho do ícone da dança tem apresentação dia 5 de maio, sábado, às 21h, no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília

Nijisnki noticias_okPara realizar o espetáculo Diálogos sobre Nijinski, a Virtual Companhia de Dança (SP) realizou um processo de pesquisa intenso que envolveu viagens à França, Finlândia, Ucrânia e Rússia. A montagem, livremente inspirada na biografia de Vaslav Nijinski, foi criado a partir de diálogos, correspondências de artistas de diferentes disciplinas e países e de visitas aos locais representativos da história do bailarino russo, destacando pontos menos conhecidos de sua trajetória. Esse resultado ganha apresentação em Brasília, sábado, dia 5, às 21h, no Teatro Funarte Plínio Marcos, como parte do O VIVADANÇA Festival Internacional. Os ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Nijinski revolucionou o balé clássico com a coreografia A Tarde de um Fauno, no qual dançava de lado para o público e não de frente. Para montar um espetáculo tendo o artista  como referência, a companhia Virtual precisou fugir da linguagem aérea pela qual é conhecido e também trabalhar com um elenco menor: Diálogos sobre Nijinski leva para o palco apenas dois bailarinos, Rodrigo Castelo Branco e Mariane Cerilo. A concepção e direção do projeto é de Marcelo Zamora.

Para a sua criação, o projeto também deu especial atenção à obra L'Aprés-Midi d'un Faune, poema de Stephane Mallarmée marco do simbolismo na literatura francesa, e à canção composta por Claude Debussy, inspirada no texto e representativa do modernismo. Já a trilha sonora do espetáculo da Virtual foi feita por um artista não pertencente à companhia, o músico finlandês Timo-Juhani Kyllönen, que já compôs para a Orquestra de São Petersburgo, cidade onde Nijinski iniciou sua carreira profissional.

Virtual Cia de Dança - Nascida como conceito no ano de 2002, a Virtual Companhia de Dança, de São José do Rio Preto, estreou com o espetáculo POP, em 2003, em Lima, Peru, no Festival Internacional Danza Nueva. A principal proposta da companhia é a de uma dança que não se comprime num único método ou linguagem, mas que é um processo dinâmico de retro-alimentação e mutação que acompanha espaço, tempo e lugar. A aparente ambiguidade marca a forte identidade da companhia, que absorve e capitaliza para suas montagens materiais, elementos e pessoas dos lugares que visita, globalizando a criação e regionalizando o conteúdo, favorecendo assim a identificação recíproca com a plateia.

Em oito anos de existência, a companhia criada e dirigida por Marcelo Zamora realizou sete montagens, mais de cem apresentações em 50 cidades e 11 temporadas internacionais (Peru, Equador, Bolívia, Argentina e México). Com uma linguagem híbrida e direta, a companhia investe em produções de impacto visual e na formação de plateias, com espetáculos pensados para a rua ou espaços alternativos de fácil acesso, indo ao encontro dos espectadores.

Fotos de João Milet Meirellles