| Passos de Nijinski |
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Espetáculo que destaca a trajetória e o trabalho do ícone da dança tem apresentação dia 5 de maio, sábado, às 21h, no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília
Nijinski revolucionou o balé clássico com a coreografia A Tarde de um Fauno, no qual dançava de lado para o público e não de frente. Para montar um espetáculo tendo o artista como referência, a companhia Virtual precisou fugir da linguagem aérea pela qual é conhecido e também trabalhar com um elenco menor: Diálogos sobre Nijinski leva para o palco apenas dois bailarinos, Rodrigo Castelo Branco e Mariane Cerilo. A concepção e direção do projeto é de Marcelo Zamora. Para a sua criação, o projeto também deu especial atenção à obra L'Aprés-Midi d'un Faune, poema de Stephane Mallarmée marco do simbolismo na literatura francesa, e à canção composta por Claude Debussy, inspirada no texto e representativa do modernismo. Já a trilha sonora do espetáculo da Virtual foi feita por um artista não pertencente à companhia, o músico finlandês Timo-Juhani Kyllönen, que já compôs para a Orquestra de São Petersburgo, cidade onde Nijinski iniciou sua carreira profissional. Virtual Cia de Dança - Nascida como conceito no ano de 2002, a Virtual Companhia de Dança, de São José do Rio Preto, estreou com o espetáculo POP, em 2003, em Lima, Peru, no Festival Internacional Danza Nueva. A principal proposta da companhia é a de uma dança que não se comprime num único método ou linguagem, mas que é um processo dinâmico de retro-alimentação e mutação que acompanha espaço, tempo e lugar. A aparente ambiguidade marca a forte identidade da companhia, que absorve e capitaliza para suas montagens materiais, elementos e pessoas dos lugares que visita, globalizando a criação e regionalizando o conteúdo, favorecendo assim a identificação recíproca com a plateia. Em oito anos de existência, a companhia criada e dirigida por Marcelo Zamora realizou sete montagens, mais de cem apresentações em 50 cidades e 11 temporadas internacionais (Peru, Equador, Bolívia, Argentina e México). Com uma linguagem híbrida e direta, a companhia investe em produções de impacto visual e na formação de plateias, com espetáculos pensados para a rua ou espaços alternativos de fácil acesso, indo ao encontro dos espectadores. Fotos de João Milet Meirellles |