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Solos em companhia

Diversidade de temas e linguagens guia espetáculos baianos da programação do VIVADANÇA

Relações sexuais pela internet; a necessidade de se criar rótulos; a exposição e julgamento do corpo; a difícil hora de se afastar do caminho; o comportamento dos gêneros na sociedade. Estes são temas presentes nas coreografias baianas que integram a programação do VIVADANÇA Festival Internacional. Elas serão apresentadas de 12 a 15 de abril, (quinta a domingo), às 19 horas, no Teatro Molière (Aliança Francesa). Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia), por sessão. A cada noite, mais de uma obra será mostrada no palco, num possível diálogo entre a diversidade de temas e linguagens.

Na quinta e sexta-feira (dias 12 e 13), apresentam-se os solos Sem Título, dirigido por Fernando Lopes e interpretado por Ana Lúcia Oliveira, e Sala do Couro, de Bruno de Jesus. O primeiro é a biografia da dançarina: suas memórias, medos e desejos servem de inspiração para a coreografia. Sala do Couro propõe um diálogo entre o intérprete e o djmbê – instrumento percussivo africano.

Já no sábado e domingo (dias 14 e 15), é a vez de Web Cam 01 – Sexo com Imagem¸ dirigido por Leandro de Oliveira; Partida, trabalho solo de Bárbara Barbará; e Pau Brasil, de Aldren Lincoln, ocuparem o palco. O público poderá ver em Web Cam 01 uma abordagem das relações virtuais. Partida refaz a biografia da solista num momento específico em que foi obrigada a parar de dançar. E Pau Brasil se vale das experiências do artista na dança e na fotografia para tencionar as relações de gênero e questionar a heteronormatividade.

As coreografias, propostas por uma veterana (Ana Lúcia Oliveira) e quatro jovens coreógrafos, revelam a busca dos seus criadores por uma carreira mais autoral. Abordam desde contextos mais intimistas e individuais, até aspectos mais globais da contemporaneidade.