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O poder do gesto

linga artigoSediada na Suíça, a companhia Linga é formada por um mix de nacionalidades – tanto no elenco quanto na dupla de criadores. Os coreógrafos e diretores artísticos do grupo, Katarzyna Gdaniec e Marco Cantalupo, são, respectivamente, polonesa e italiano. Eles assinam o espetáculo No.thing, em cartaz sábado e domingo, às 20h, no Teatro Vila Velha, dentro da programação do VIVADANÇA Festival Internacional, com ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). No palco, seis dançarinos – de origem francesa, japonesa e sul-coreana.

A diversidade de nacionalidades se equaciona na busca da essência do movimento e da sua capacidade de nos mobilizar emocionalmente. No.thing questiona: o que está dentro de um gesto? A verdade de um gesto ainda pode nos comover, numa época obcecada pela performance física superficial e por imagens ostentosas? Numa dança que se constrói sobre movimentos simples, o espetáculo quer saber – ou sugerir - como o sentido de um gesto pode ser amplificado em nossa percepção. Como já faz parte do estilo da companhia, força e suavidade se combinam na escritura coreográfica.

Liberdade do corpo versus convenção social – como a dança ainda pode aprofundar essa questão? Mais do que respostas, os criadores Katarzyna Gdaniec e Marco Cantalupo combinam perguntas. Eles se conheceram como dançarinos no aclamado Béjart Ballet Lausanne e, por afinidade, criaram a Cie Linga em 1992 (o grupo leva o nome do símbolo de fertilidade no hinduísmo). Com sede na Suíça, a companhia tem um espaço permanente dedicado à pesquisa coreográfica e, por seu trabalho, já conquistaram muitos prêmios. Suas obras também entraram no repertório de outros grupos europeus.