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Novos horizontes

Programação do festival se estende para Brasília e Belo Horizonte, com atrações nacionais e internacionais, durante a primeira semana de maio

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Pela primeira vez, parte da programação do VIVANDAÇA Festival Internacional chega a Belo Horizonte e Brasília, durante a primeira semana de maio. O festival acontece há seis anos, em Salvador, todo o mês de abril onde é apresentada uma amostra da atual produção de dança das diversas partes do mundo. 

Programação de Belo Horizonte.

Programação de Brasilia.

Belo Horizonte  - Na capital mineira, o VIVADANÇAacontece de 1° a 6 de maio, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, com atrações nacionais e internacionais. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Entre as atrações internacionais, estão os Solos Stuttgart, da Alemanha, com vencedores e finalistas do Internationales Solo-Tanz-Theater Festival e intérpretes do Burkina Faso, México,  Rússia, Itália e Polônia. Suas coreografias são caracterizadas pela busca de novas formas de expressão e uma linguagem de movimento individual, mas também por tradições culturais de sua terra natal.

Da Martinica, vem o espetáculo Passage, do dançarino e coreógrafo José Chalons, que se inspira no movimento das danças africanas e no gestual japonês, o que levou a chamá-lo de afro-butô. O encontro de duas culturas resultou no nascimento desta inusitada pesquisa encarnada no palco por um anjo e seu encontro com a terra. O personagem caminha e atravessa etapas da vida humana, como a dor, a velhice, a morte, a reencarnação.

Na lista de atrações nacionais, está o espetáculo Por um Fio, da premiada companhia mineira Mimulus, que liga a dança de salão com técnicas contemporâneas e elementos da teatralidade. O espetáculo mergulha no universo dos bordados, escritos e amontoados de Arthur Bispo do Rosário. O espetáculo foi apresentado em Salvador no festival, marcando a estreia da Mimulus na Bahia.

A outra montagem é Aroeira – Com Quantos Nós Se faz um Árvore, da companhia baiana Viladança, que faz uma abordagem poética de imagens do cotidiano a partir de trilha sonora inédita – até então guardada há mais de 15 anos – de Milton Nascimento. Com coreografia de Cristina Castro, a montagem engloba referências artísticas, filosóficas, literárias e lúdicas que oferecem ao espectador a imersão numa infinidade de coisas que constituem (e também desconstroem) cada ser humano.

Cristina Castro também está à frente de Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que poderá ser conferido no último dia do evento. O espetáculo surgiu do Programa de Formação Artística Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, que tem o objetivo de incentivar a apreciação e a educação para as artes entre crianças e adolescentes. No musical, didático e criativo, bailarinos cantam e interpretam para contar a história de um garoto que gosta de rap e skate. Ao se apaixonar por uma estudante de balé, o menino mergulha no universo da dança. A peça tem o reconhecimento internacional da UNESCO e já foi vista por mais de 40 mil pessoas desde a sua estreia em 2004.

Brasília - Da Ponta da Língua à Ponta do Pé abre a programação de Brasília, que acontece de 2 a 6 de maio, no Teatro Funarte Plínio Marcos. O infanatojuvenil realiza duas sessões gratuitas, prioritárias para instituições de ensino e organizações educacionais. Os ingressos para as demais atraç~poes custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Entre as atraçoes internacionais que integram a programação no Distrito Federal, estão os Solos Stuttgart - que, junto com Da Ponta da Língua à Ponta do Pé, são as únicas a circular pelas três cidades por onde passa o VIVADANÇA.

Mas apenas Brasília assistirá ao trabalho do espanhol Asier Zabaleta. O coreógrafo e dançarino mostra seu solo Elagujerodelavestruz, que aborda o medo, em diversas formas que ele se apresenta na vida cotidiana, sempre encontrando novos motivos e com força renovada. Zabaleta costuma dialogar com outras linguagens artísticas, como o vídeo, o teatro e as artes plásticas.

A programação se completa com o espetáculo Diálogos sobre Nijinski, da Virtual Companhia de Dança, de São Paulo. Com um processo de pesquisa intenso e que envolveu viagens à França, Finlândia, Ucrânia e Rússia, a montagem é livremente inspirada na biografia do bailarino Vaslav Nijinski, conhecido pelo virtuosismo, mas também pela ousadia e por ter revolucionado o balé clássico com A Tarde de um Fauno, em que dançava de lado para o público e não de frente.

Imagens do espetáculo "Aroeira - Com Quantos nós de faz uma árvore". Foto: Márcio Lima.