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Afro-butô em BH

Com um trabalho que estimula a 'crioulização' do mundo, José Chalons, da Martinica, apresenta o espetáculo 'Passage', quarta-feira, dia 2 de maio, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna

afro-buto noticias_okO coreógrafo e dançarino José Chalons, da Martinica, desenvolve um trabalho de investigação das culturas africana e japonesa, que resultou no que ele chama de afro-butô. Dessa pesquisa, já surgiram alguns espetáculos que projetaram o artista internacionalmente, entre eles, Passage, que Chalons apresenta dia 2 de maio (quarta-feira), no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, em Belo Horizonte, às 21h, pela programação do VIVADANÇA Festival Internacional. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

O espetáculo Passage foi inspirado no movimento das danças africanas e do gestual japonês do tradicional butô. O cruzamento destas duas culturas é retratado pela figura de um anjo e de seu encontro com o mundo terreno. Mensageiro e mediador entre o céu e a terra, o anjo se anima com o sopro da vida e oferece uma homenagem à diversidade do mundo: à terra, aos vegetais e aos homens. Misto de delicadeza e força, o anjo atravessa por etapas da vida humana e, para além dela, se deparando com a dor, a velhice, a morte e a reencarnação.

A montagem é ilustrativa da proposta da Tetê Grainée Cie, companhia criada e dirigida por Chalons há mais de uma década, com o objetivo de incentivar o intercâmbio entre as formas de expressão artística e contribui para intensificar o movimento de "crioulização" no mundo. O grupo já realizou criações coreográficas em exposições permanentes em vários locais da Martinica e participou de festivais e bienais de dança na Guiana Francesa, Itália, Suíça, Venezuela.

Fotos de João Milet Meirelles