| Dança dos campeões |
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Suas coreografias são caracterizadas pela busca de novas formas de expressão e uma linguagem de movimento individual, mas também por tradições culturais de sua terra natal, em produções com ideias inovadoras e percorrendo temas da atualidade. Países cuja produção em artes cênicas contemporâneas geralmente não é vista no Brasil estão representados neste conjunto de solos. Entre as obras premiadas, estão En Opposition avec Moi, de Ahmed Soura, do Burkina Faso, e Susurros Raídos, Ángulos de Furia, coreografada por Laura Vera e interpretada por Geovanni Pérez, do México. A primeira transforma em movimento um jarro no ar, a água que flui e a influência da luz que deixam marcas no deserto. Já a coreografia mexicana conta a história de um homem que, reduzido à condição de um animal em uma gaiola, se mantêm vivo com apenas seus breves momentos de memórias, onde os sussurros da sua vida em liberdade o salvam por um momento da prisão e lhe permitem ser humano. Já o solo Doroga, de Ioulia Plotnikova, da Rússia, mostra o caminho de uma mulher em seu misterioso ser e nos carrega em sua jornada através de suas experiências e sentimentos; No Time to Fly Off, de Valentina Moar, da Itália, busca a tridimensão e encontra a dimensão emocional na qual não há regras de movimento na concentração do próprio corpo e na possibilidade de seu desenvolvimento; e When the Last Candle is Blown Out, de Katarzyna Sitarz, da Polônia, tenta mostrar que sonhos são parte de nossas vidas, o outro lado do espelho. |