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Diversidade em movimento

Reunir pessoas, permitir a troca de experiências, promover conexões, estimular a diversidade, democratizar o acesso ao palco e ao teatro, celebrar a dança. Com esses objetivos, surgiu, em 2007, o VIVADANÇA Festival Internacional. O evento, batizado inicialmente com o nome de Mês da Dança no Vila, para comemorar o Dia Internacional da Dança, consolidou-se na agenda cultural da cidade e, seis anos após a sua criação, é possível perceber quanto o festival cresceu, amadureceu e se reinventou, tendo como norte apenas a certeza de que é preciso estar sempre aberto ao novo e atento às expectativas de cada novo cenário.

Em 2012, artistas e profissionais da dança de 18 países estarão reunidos em Salvador, para participar de uma ampla programação que inclui espetáculos, oficinas, debates, exibição de vídeos e exposições em quatro espaços culturais da cidade – Teatro Vila Velha, Teatro Molière (Aliança Francesa), Teatro do Goethe-Institut (ICBA) e Cine-Teatro Solar Boa Vista.

E, pela primeira vez na história do festival, parte de sua programação será levada para as cidades de Belo Horizonte e Brasília.

Entre as ações do festival, a Mostra Casa Aberta mantém o fôlego, abrindo espaço para amadores e profissionais de variados estilos, enquanto a Mostra Hip Hop em Movimento prossegue congregando DJs, grafiteiros, rappers e dançarinos de break. Já o Prêmio VIVADANÇA, em sua terceira edição, incentiva a criação de um espetáculo inédito de dança na Bahia.

São ações que, ao longo do tempo, contribuíram para definir o perfil do festival – mas que também revelam uma caminhada longa de ousadia e aprendizagem. Foi em 2008, por exemplo, que nasceu a Mostra Casa Aberta, democratizando o acesso ao palco e com a participação de 40 artistas inscritos. A mostra deu um salto: este ano, 50 propostas foram selecionadas, entre quase cem inscritas. Também em 2008, uma plateia de cem detentos se juntou a autoridades e imprensa para assistir ao espetáculo de abertura da segunda edição do evento, Aroeira – Com Quantos Nós se Faz uma Árvore, da Companhia Viladança. O festival também recebia, pela primeira vez, grupos internacionais, como o Science Friction, do Canadá, e o Asier Zabaleta, da Espanha.

No ano seguinte, o VIVADANÇA surpreende mais uma vez, trazendo para os palcos a arte das ruas com a Mostra Hip Hop em Movimento e a Batalha de Break Dance. Em comemoração ao Ano da França no Brasil, o festival exibiu documentários franceses e trouxe para Salvador a companhia Toufik OI. Ao mesmo tempo, reafirmou a presença da Espanha no festival, através do grupo Lanònima Imperial e do solista Daniel Abreu.

A grande novidade em 2010 foi o Prêmio VIVADANÇA, criado com o intuito de estimular jovens criadores baianos, que possibilitou a realização do espetáculo Odete, Traga Meus Mortos, do coreógrafo Edu O. Ainda naquela edição, surge a ideia de reverenciar grandes mestres da dança, sendo o primeiro homenageado um dos pioneiros no ensino da dança na Bahia: mestre King. Antônio Nóbrega, Luis Arrieta e Tadashi Endo viriam a seguir.

O ano de 2011 ficou marcado como aquele em que o VIVADANÇA ampliou seus horizontes: ultrapassou as paredes do Teatro Vila Velha, levando sua programação para outros teatros de Salvador; multiplicou o trabalho de formação de plateia; firmou parcerias com outros festivais; e solidificou o interesse por outras linguagens em cruzamento com a dança, como o audiovisual (através da Cinemateca) e as artes visuais (com intervenções do Coletivo Visio, no Passeio Público, e a realização de exposição de desenhos de Carybé). Outra novidade foi o encontro de diversos gestores culturais da América Latina na mesa-redonda que discutiu os desafios e potencialidades da área.

A história do VIVADANÇA Festival Internacional revela o próprio espírito do festival, que estimula a fruição, criação, difusão e reflexão da dança, sem limites nem preconceitos. O festival abre campos para diálogos e troca de experiências, entre artista e público, amador e profissional, clássico e popular, centro e periferia. É a diversidade em movimento.