| Trânsito entre culturas |
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O coreógrafo e dançarino José Chalons, da Martinica, desenvolve um trabalho de investigação das culturas africana e japonesa, que resultou no que ele chama de afro-butô. Dessa pesquisa, já surgiram alguns espetáculos que projetaram o artista internacionalmente, entre eles, Passage, que Chalons apresenta dias 28 e 29 de abril (sábado e domingo), no Teatro Molière (Aliança Francesa), às 19h, pela programação do VIVADANÇA Festival Internacional. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). No dia 27 (sexta-feira), o artista participa de uma mesa-redonda sobre as manifestações culturais de matriz africana em conexão com outras expressões e linguagens artísticas no mundo contemporâneo. O bate-papo acontece às 18h, no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, com entrada franca. O espetáculo Passage foi inspirado no movimento das danças africanas e do gestual japonês do tradicional butô. O cruzamento destas duas culturas é retratado pela figura de um anjo e de seu encontro com o mundo terreno. Mensageiro e mediador entre o céu e a terra, o anjo se anima com o sopro da vida e oferece uma homenagem à diversidade do mundo: à terra, aos vegetais e aos homens. Misto de delicadeza e força, o anjo atravessa por etapas da vida humana e, para além dela, se deparando com a dor, a velhice, a morte e a reencarnação. A montagem é ilustrativa da proposta da Tetê Grainée Cie, companhia criada e dirigida por Chalons há mais de uma década, com o objetivo de incentivar o intercâmbio entre as formas de expressão artística e contribui para intensificar o movimento de "crioulização" no mundo. O grupo já realizou criações coreográficas em exposições permanentes em vários locais da Martinica e participou de festivais e bienais de dança na Guiana Francesa, Itália, Suíça, Venezuela. |